| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | S. frontalis |
O petrim é uma ave passeriforme da família Furnariidae. também conhecido por Sem-fim (Pernambuco).
Seu nome científico significa: de synallasis, synallaxis = nome dado por Vieillot (1818) para este gênero de aves com cauda espetada, do (grego) synallasis = era uma das ninfas Ionides; e do (latim) frontalis, frons, frontis = com a fronte, com a testa, fronte, testa. ⇒ Synallaxis com testa ou ninfa das águas com fronte (castanha). Na mitologia grega, Synallaxis era uma das irmandades de ninfas das águas que habitavam Kytherus, um rio da região de Elis no oeste da península do Peloponeso. Os nomes individuais das ninfas Ionides eram: Calliphaea, Synallasis (ou Synallaxis), Pegaea e Iasis. O termo frontalis evidencia a coloração castanho avermelhada da testa desta espécie.
Mede entre 14 e 16 centímetros de comprimento e pesa entre 11 e 17 gramas.
O adulto destaca-se pela coloração geral marrom-acastanhado. A cabeça apresenta a fronte escura, de coloração marrom-acinzentada, nem sempre presente. Sua coroa é castanho-avermelhada. Uma listra superciliar mais clara aparece em boas condições de luz, bem como os olhos amarelo-alaranjados, circundados por algumas penas cinzas mais claras. A área ventral é de coloração cinza claro. A garganta é esbranquiçada com manchas pretas, o peito é de coloração cinza pálido e o ventre esbranquiçado. Dorso marrom-oliváceo. As coberteiras das asas juntamente com as rêmiges são ruivas, fazendo contraste com o marrom oliváceo do dorso. A cauda também é ruiva assim como são as coberteiras das asas. Na cauda, as retrizes centrais apresentam coloração marron-acastanhadas.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Sua alimentação consiste de insetos e suas larvas, aranhas, opiliões e outros artrópodes, moluscos etc.
Como outros furnarídeos, o casal usa o ninho durante boa parte do ano, seja para reprodução, seja para dormida. Mantém contato com chamados baixos e no período reprodutivo (julho a dezembro) emitem seu chamado alto, traduzido pelos nomes comuns.
Constrói o ninho típico do gênero, uma bola de gravetos de vários tamanhos, colocada em forquilha e dentro de um arbusto, com um tubo lateral do mesmo material.
Vive em casais no meio dos arbustos dos cerrados, cerradões e matas secas. Aparece nas partes sempre secas da mata ciliar.
Sua voz é composta por duas notas, a segunda mais alta, sendo o canto repetido continuamente, em especial no começo da manhã.
Ocorre em quase todo o Brasil, exceto no extremo-oeste da Amazônia.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: